Bem vinda ao inferno : Parte 2

Quando acordara depois da pancada que Rafael deu, Mariana começou a ter noção do que se passara. Sentia uma dor muito forte na cabeça e notou que estava amarrada quando tentou inutilmente tocar sua cabeça. Levantou a cabeça levemente e notou que estava nua, foi aí que sentiu o desespero correr em suas veias.
- Socorro! Socorro, alguém me ajude! - gritava para o nada. - Por favor, por fav...
- Calma, meu amor, para quê esse desespero? - Rafael entrava no quarto com um sorriso largo.
Mariana sentiu uma imensa vontade de chorar e perguntou com tom angustiado:
- O que deseja fazer?
- Não sei, o que sugere? - disse, dando uma risada curta. - Como é inocente, Mariana. Essas são minha preferidas. Sabia?
Ela chorava baixo agora, implorando piedade aquele rapaz de olhar tão frio ainda pensando que funcionaria.
Rafael desamarrou suas mãos da cama e as amarrou novamente para trás, retirou suas roupas e enfiou sua cueca dentro da boca da jovem que tentava gritar inutilmente. Em seguida, virou a garota de bruços,  abriu suas pernas bruscamente e penetrou-a rispidamente.
Mariana berrava abafado e chorava como nunca havia chorado antes. Já havia pensado em muitas coisas, se lembrava de como se conheceram. Ele estranhamente sempre aparecia onde ela estava e antes ela achava encantador, agora preferia nunca tê-lo visto.
- Vamos esquentar um pouco as coisas, princesa? - indagou Rafael, que havia parado e agora mexia em algum lugar do quarto. Enquanto Mariana gemia e chorava sem parar na cama pensando no que estaria para acontecer de pior.
E quando ele voltou, ela sentiu um vapor quente entre as pernas aumentando até chegar em sua vagina, então algo como uma barra de ferro quente lhe penetrou feito um vulcão em chamas. Ela se debatia de dor e seus olhos se abriram com expressão de dor suprema. As lágrimas saíam automaticamente e sangue escorria do seu nariz. Já não aguentava mais quando outra barra quente era enfiada em seu ânus e daí começou a perder os sentidos.
A última imagem nítida foi a de Rafael urinando em seu rosto, daí em diante tudo se tornara borrões. O último gosto que sentiu, foi o sangue que escorria do seu nariz. E as últimas coisas que ouvira e vira foram algo parecido com a voz de Cristina dizendo: "Eu falei para não vir" e a imagem borrada de uma mulher sorrindo.

                      FIM

Lore M

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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