Dentro do carro, sentada, e olhar fixo na paisagem que passava pela janela, assim eu me encontrava, observando tudo a minha volta, pessoas nas calçadas, em lojas, vivendo normalmente, todos com seus objetivos, sempre correndo, atrasados, como qualquer um nos dias de hoje. Observo atentamente, e entre tantas pessoas, um rosto conhecido, mas não qualquer rosto, e sim o rosto que eu admito que admirei por anos, rosto que eu conhecia cada detalhe, cada expressão. Todos daquela calçada pararam, mas você não, você sempre foi meio desligado, você sabe que por muito tempo fui tua melhor amiga e te conhecia como ninguém, e por carregar esse "fardo de melhor amiga" nunca me arrisquei a dizer um eu te amo, e por mais que eu tenha dito, nunca foi interpretado da forma q eu gostaria, enfim, você estava impecavelmente como sempre, do jeito que eu gosto, meu coração acelerou por alguns segundos enquanto eu te observava, a cada passo que você dava, eu perdia meu fôlego. Lembro - me de como eu era boba, afinal, eu era só uma criança, já você, mesmo tão pequeno como eu era tão seguro de si, e já arrancava suspiros das meninas da sala, e eu me sentia privilegiada só por ser sua amiga (risos), sou tão tola. Mas infelizmente o primário acabou, e tivemos que seguir nossos caminhos, infelizmente, separados, e eu nem tive a chance de dizer "adeus", "até logo", "quem sabe um dia ...", "eu te amo". Não! Mas posso dizer que foi bom rever você mesmo depois de todos esses anos, pena que o sinal abriu.

Dominyke M.

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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