Entrevista com Lia Lima. TEMA: MACONHA

Por Anderson R.


Uma das entrevistas de hoje é sobre um assunto polêmico, que sempre gera uma discussão sobre “é ou não é uma droga”. Hoje trago a entrevista com Lia Lima, uma garota que mora no estado de Goiás de pensamentos fortes e diretos. Uma entrevista bastante interessante sobre a maconha, os prós e contras, se vicia ou não. Confira a entrevista e conte o que achou.



A: Pelo o que a sociedade impõe, você sente-se a margem da sociedade por usar maconha?

L: A princípio sim. Maconheiro sempre é "mal-visto". Não trabalha, não estuda, é vagabundo, não faz nada produtivo. É ladrão... Por aí vão os julgamentos.

A: Essa generalização te incomoda até que certo ponto?

L: Até quando começa a influir ou atrapalhar algo na minha vida. Mas de resto, não me importo.

A: Em base do que muitos dizem, a maconha realmente atrapalha sua vida em algo?

L: Não, nada. NADA mesmo! Muito pelo contrário.

A: Então te ajuda e muito?

L: Ajuda sim.

A: No que exatamente?

L: Me deixa calma, tranqüila. Me faz dormir melhor, descansa meu corpo. Me faz refletir melhor sobre as coisas ao meu redor. Me deixa BEM MAIS criativa e intuitiva. Aumenta minha conexão com a natureza de uma forma incrível. Expande todas as minhas emoções. Se eu estiver com dor, ela some na hora. Ah... A lista é grande!

A: Sua família sabe que você usa? Se sim, já sofreu preconceitos de familiares?

L: Sim. Meus pais sabem. Eles reclamam sempre, mas nunca encontram um motivo fixo, por isso não chegam a "discutir" comigo. Eles não têm nenhum argumento pra discutir sobre isso.

A: Para você como usuária, acha que o uso tem malefícios?

L: Sim. A longo prazo de uso, sim.

A: Pensa em Parar?

L: Eu não fumo freqüentemente. Só quando me dá vontade. Uma vez na semana, uma vez no mês, dia sim, dia não... É relativo.

A: Certa vez vi uma entrevista com Ney Matogrosso em que ele defende e muito a maconha, mas com certo cuidado, e que diferente de outras drogas você pode parar com ela facilmente. Concorda com ele?

L: Com certeza. Maconha não vicia. Você fuma só se quiser, quando quiser e SE quiser.

A: Nessa mesma entrevista, ele era bombardeado por críticas, principalmente de um pastor, ele dizia que a maconha induzia ao vício de outras drogas. O que tem a dizer sobre isso?

L: Acho relativo. Dizem que a maconha é porta de entrada para outras drogas, mas acho que é uma expressão errada. O que acontece, de fato, é que com uso da maconha, você vai ter contato com traficante, o que é péssimo, porque facilita a compra de outras drogas. Mas isso é detalhe, porque comprar drogas é realmente muito fácil. Entretanto, acho que o que induz o vício de outras drogas é o álcool: que é 144 vezes mais legal que a terrível marijuana.

A: A Sociedade impôs que quando se fuma maconha, queima os miolos. Essas coisas que a sociedade coloca como verdade absoluta, atrapalha na liberação da maconha no Brasil? Acha que as pessoas preferem acreditar mais nos malefícios que muitas das vezes não é verdade do que nos comprovados benefícios? Acha que tem um pouco de alienação?

L: Infelizmente o brasileiro é adepto ao comodismo. Nunca se preocupa em saber além daquilo que é mostrado. Não analisam, não questionam. E isso provoca um retrocesso imenso, não só com relação a maconha. A mídia como sempre, faz a cabeça da maioria.

A: Para finalizar, qual seu recado para a sociedade? Tem algo a dizer sobre a alienação existente sobre o assunto?

L: Aos que lerem a entrevista: parabéns pelo interesse em aprender e compreender o que lhes é mostrado. Não seja alienado, não siga o sistema. Busque sempre aprender e conhecer mais antes de julgar alguém. Nós somos todos iguais, do pó viemos e ao pó voltaremos. A única coisa que você sempre carregará é o conhecimento obtido. E para quem se interessar, deixo alguns links sobre maconha: uso, danos, benefícios e etc. Que Deus abençoe vocês.


Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
Recommended Posts × +

0 comentários:

Postar um comentário