O dia está lindo, o sol brilha, Lucinda esta passeando na rua, ela vai na casa da sua amiga que fica em outro bairro. No meio do caminho o tempo muda, começa a ventar, o céu escurece, ela apressa os passos, pois parece que vai chover, entra numa rua deserta, papeis voam ao seu lado, ela olha para trás, não há ninguém ali, só ela, onde estão as pessoas, ela pensa.

Chega em outra rua, também não há ninguém, o seu longo cabelo negro voa ao vento, as portas e janelas das casas estão fechadas, Lucinda começa a ficar com medo, tem algo de errado ali, as pessoas não somem do nada.

Ela está andando mais rápido, quer chegar na casa da sua amiga logo. O medo toma conta do corpo dela, tem algo perto dela está se aproximando, aproximando, sua respiração esta ofegante, ela não devia ter saído de casa hoje, algo passa nas suas pernas, algo preto, ela grita apavorada, é só um gato preto, não tem nada a seguindo, ela pensa, está tudo bem.

Lucinda entra numa viela, o dia esta mais escuro, tem uns postes de luz clareando o caminho, meio receosa ela prossegue, barulho de passos começam, tem uma neblina cobrindo a cidade, ela olha para trás, não consegue enxergar direito, continua em frente, o som de passos aumenta, parecem cada vez mais perto. De passos rápidos, ela começa a correr, seu coração esta disparado, o que estiver atrás dela começa a correr também, a viela parece que não acaba nunca, não importa o quanto corra, ela não consegue sair, está presa.

O vento forte, neblina, Lucinda está apavorada, lagrimas escorrem no seu rosto, ela não aguenta mais correr, seus pês estão doloridos, ela só queria ter um dia divertido.

Ela continua correndo, o som dos passos parou, ela para e olha para trás, a luz dos postes começa a apagar uma por uma, até sobrar só a que ela esta em baixo, ela esta tremendo e chorando. Uma luz acende e Lucinda vê um homem de capa preta a observando, ela começa a andar para trás, bate em uma parede, não tinha uma parede ali, não tem como fugir.

Ele começa a se aproximar a passos lentos apreciando a vista, se deliciando om o medo que sai dela, o medo o alimenta, o deixa mais forte. Ela só quer fugir, chuta e soca a parede, suas mãos estão sangrando de tanto socar, uma olhada por sobre o ombro e ele está mais perto, ela consegue ver o seu sorriso diabólico, não há escapatória.

Ela vira e o olha, é o seu fim, ele está na sua frente, a centímetros do seu rosto, ele cheira a morte. Ele abre um sorriso com dentes brancos afiados e com suas garras vai para cima dela.

Continua ...


Danielle Maurício

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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