Todo fim é um começo

O toque do violão se fazia atormentador em minha alma. Aquela melodia se triturava dentro de mim e trazia de volta todas as lembranças que eu queria afogar na mais deserta e distante praia. 

Minha vida estava de pernas pro ar. Uma confusão e uma angústia de nunca saber que medidas tomar. Não saber o que fazer. Uma vontade de chorar que faz meu corpo inteiro se encolher nas noites mais sórdidas e frias existentes. O encanto do olhar que não existe mais. A falta de carinho e chamego passeando por toda minha pele. Um massacre dentro do peito que me faz querer sumir por meio das minhas cobertas. 

Encantando multidões com o sorriso que colocava nos lábios e assustando aqueles que conseguiam perceber a tristeza que jorrava no meu olhar. Pedidos de socorro em um simples "bom dia" para um estranho na rua. 

Aquela sensação de estar perdida. De não ter forças de gritar pro mundo o que eu realmente quero. Não tenho forças pra gritar pra mim! Um conflito interno sem fim e que só tornava-me cada vez mais indiferente.


Uma busca incansável por sentimentos livres e leves. Andando infinitamente na busca por alguma substância que me torne menos sensível. Fazia, a todo momento, pedidos para tentar esquecer tudo o que me amargurava e a única coisa que recebi foram as lembranças podres se fixando nos meus pensamentos. Estou fraca. E a minha vida é o reflexo da minha fraqueza.

A vida me metralhou e sussurrou aos meus ouvidos o quanto eu era incapaz. Só me restava morrer. Afoguei-me em tudo aquilo e fechei os olhos em busca da paz. Minha vida havia começado...

- Bruna Beatrice Manhães

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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