Poison Minds: LA DONNA È MOBILE - EP 12

EPISÓDIO 12 – LA DONNA È MOBILE

Trilha Sonora: La Donna È Mobile


Faltava apenas um réu para ser julgado no meu tribunal e eu estava a caminho do julgamento dela. Senhora Gwen Phillips que era a esposa de Lorenzo, o último dos soldados que participou da minha acusação.
Meu carro estava com cheiro de aromatizante de pinho e eu queria que aquele belo cheiro de floresta permanecesse então decidi que não a mataria no carro, estava sem paciência para fazer acordos com donos de motéis novamente, mas meu carro estava limpo e eu iria mantê-lo limpo então decidi transferir o julgamento para um quarto de motel qualquer.
Não foi muito difícil levar Gwen até lá, ela tinha uma sede voraz que se tornava incontrolável quando estava perto de mim, eu apenas precisei dizer a ela que eu queria que nossa noite fosse um pouco mais romântica ao invés de repetir a relação amorosa no carro no estacionamento como sempre.
Chegando lá eu me surpreendi com a atitude da mulher que logo ao entrar já caminhou até uma pequena mesa de mármore cinza que havia no canto do quarto e posicionou uma câmera na direção da cama, ainda sem tirar as roupas eu perguntei:
- Por que você quer filmar isso?
- Porque eu me excito ao ver uma mulher sendo penetrada por um homem... – ela respondeu com uma voz sedutora.
Por mais que eu achasse aquela situação muito inapropriada eu não poderia permitir que ela gravasse aquele ato, afinal de contas eu estava morto e precisava permanecer morto. De alguma forma eu precisava fazer com que aquela câmera fosse desligada.
Por hora eu decidi esquecer a história da câmera e me dirigi até a cama para que eu pudesse me deitar (sete dias sem dormir cansam qualquer homem), enquanto eu me deitava suavemente eu olhei para Gwen e seus cabelos loiros que percorriam seu corpo até a altura dos ombros, ela estava tirando a própria roupa quando disse suavemente para mim:
- Eu fiz isso uma vez sabia? Digo... O lance da câmera, eu fiz isso uma vez com meu marido...
- Ele devia ser um cara de sorte então, não é qualquer mulher que permite que seu marido se deite com outra garota de livre e espontânea vontade. – eu respondi despreocupadamente como se não ligasse para aquilo.
Gwen se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido:
- Posso te contar um segredo? – eu assenti com a cabeça dizendo que sim e ela prosseguiu – Ele até que queria ir pra cama com ela... A garota já não queria tanto assim...  – Gwen soltou um riso diabólico no fim da frase.
Um calafrio passou pelo meu corpo, eu senti meus punhos cerrarem e minha força tomar conta do meu ser, mas eu ainda estava confuso a respeito do que ela estava querendo dizer então perguntei mais claramente:
- Você está me dizendo que ele estuprou uma mulher na sua frente?
- Quando você fala desse jeito é algo doentio. Não é isso... Ela apenas não queria transar com ele então eu a amarrei e ele a violentou enquanto eu gravei tudo.
O pavor de imaginar aquela cena tomou conta da minha mente, saber que estava diante de uma aberração era algo inimaginável. Antes de me render totalmente ao impulso que tomava meu corpo eu disse para ela:
- Por que você fez isso?
Nesse momento Gwen olhou nos meus olhos e me respondeu com um tom de voz doentio:
- Eu gostei de assistir... Sempre que quero me excitar eu assisto... Eu gosto de assistir esse tipo de coisa. – e a mulher piscou para mim buscando cumplicidade.
O ódio tomou meu ser por completo e então percebi que não havia mais pureza no mundo, nenhuma alma estava limpa do pecado e da perversidade e era meu dever limpar o mundo de todo aquele mal.

Gwen não foi capaz de me ver aproximar minha mão esquerda de seu rosto e quando ela se deu conta, minha mão já estava em seu cabelo puxando-o ferozmente e eu beijei sua boca, ela acreditou ser parte de uma encenação e se deitou na cama, abriu as pernas e disse enquanto fazia um gesto com a mão direita que me convidava para ir até ela.
Eu peguei um dos lençóis do quarto e usei para amarrar suas duas mãos acima da cabeça na madeira da cabeceira da cama para que ela não pudesse reagir, tirei minhas roupas lentamente enquanto a encarava e seu sorriso no rosto era doentio.
Eu abri suas pernas gentilmente e a penetrei seu corpo com carinho, um carinho que ela não merecia. Seu corpo se retesava conforme eu a penetrava e ela se agarrava com suas pernas nas minhas costas como se quisesse que aquela relação não acabasse nunca.
Depois de algum tempo eu a virei de costas e penetrei seu ânus com muita força, ela gritava como se tivesse sendo maltratada, mas havia prazer naquele grito, ela queria ser penetrada por mim e eu a invadia como nenhum homem havia lhe invadido antes.
Senti suas pernas tremerem e depois ficarem moles, ela havia chego ao orgasmo e o mesmo foi acompanhado de um grito suave e um suspiro forte, ela largou o peso de seu corpo e deixou com que seus seios ficassem em contato com o lençol da cama, ela estava saciada e já não queria continuar a relação.
Está na hora de começar sua punição. -  eu pensei comigo mesmo.
Quando ela já acreditava ter terminado o ato, eu abri com as mãos sua bunda e penetrei novamente seu ânus com mais força, o grito que ecoou no quarto já não era de prazer e sim de dor.
Seu grito foi interrompido rapidamente por uma mordaça que coloquei em sua boca, então me aproximei do seu ouvido e sussurrei:
- Você vai descobrir a dor de ser estuprada, assim como a garota que você ajudou seu marido a estuprá-la.
E então a penetrei com toda a força que eu consegui, um grito abafado pela mordaça surgiu em seguida, no entanto eu permaneci forte e continuei a penetrá-la com extrema força, suas nádegas de pele branca estavam vermelhas e com marcas roxas dos golpes que ela tomava. Lágrimas começavam a sair de seus olhos e o que um dia era prazer se tornou apenas dor.
Penetrei seu corpo durante horas enquanto ela apenas chorava e implorava para que eu parasse por ela não aguentar mais a dor. Depois da primeira hora, ao tirar meu pênis de dentro dela eu pude ver o sangue escorrendo por um pequeno filete de seu ânus, em seguida penetrei sua vagina ininterruptamente por várias vezes, a pele rosada de sua vagina ficou vermelha e visivelmente ferida.
Depois de três horas mais ou menos e inúmeras ejaculações em seu rosto e em seu corpo eu percebi que a dor fez com que a mulher desmaiasse em pleno ato. Era tudo o que eu precisava naquele momento.
Saltei da cama e peguei um pequeno frasco de álcool na minha mochila e despejei seu conteúdo dentro da vagina de Gwen, o sangramento que ocorria cessou e todo o vestígio de sêmen de dentro do seu corpo fora limpado. Percebi seu corpo se retesando involuntariamente devido a dor, mas ela permanecia inconsciente.
Joguei um pouco do álcool em uma flanela limpa e tirei os vestígios do meu DNA do seu rosto. O cheiro do álcool fez com que a garota recobrasse a consciência e aos poucos enquanto abria os olhos ela dizia com uma voz rouca e que trazia consigo a dor:
- Por favor... Está doendo... Por favor...
Foi quando percebi que por pior que aquele ser humano fosse, ela ainda temia a morte, mesmo sendo cúmplice de uma monstruosidade. Ela precisava ser devolvida a pureza. O mundo precisava ser devolvido a pureza.
Peguei em minha bolsa uma faca de açougue e caminhei até o rádio do quarto de motel, liguei na estação que tocava ópera e estava tocando "La Donna è Mobile", minha música favorita.
Aproximei-me de seu corpo e me sentei sobre seu corpo imobilizando-a.
- Você sempre se manteve tão amável, não é?
- O que? - ela sussurrou com o pouco de voz que lhe restara.
Eu apanhei a faca pontiaguda, apontei para seu tórax e comecei a cantar minha ópera de paixão:
- La donna è mobile qual piuma al vento♫ -aproximei a ponta da faca de sua pele e seus olhos exaustos imploravam por misericórdia - muta d'accento e di pensiero♫ - enfiei a faca na medida certa para perfurar sua caixa torácica sem perfurar seu coração - Sempre un amabile leggiadro viso♫ - comecei a recortar sua caixa torácica enquanto ela tentava gritar inutilmente, apenas seus olhos acompanhavam ainda repletos de lágrimas a minha ópera - in pianto o in riso, è menzognero♫ - após recortar todo a sua caixa torácica a doce Gwen estava apenas com os olhos abertos, seu corpo já mergulhara-a em um estado de choque para impedi-la de sofrer mais.
Seu coração estava ali, exposto, impuro, pulsando e eu sabia o que precisava ser feito. Coloquei minha mão cuidadosamente ao redor do seu coração e seus olhos se arregalaram naquele momento, seu último suspiro veio seguido de uma lágrima e então eu puxei seu coração em um único impulso.
O sangue jorrou por todo o quarto, ele pulsou por mais alguns instantes antes de parar completamente. Eu olhei para seus olhos sem vida e disse-lhe abertamente:
- Você possui um coração impuro. Eu quero ferir seu coração!
Então apertei minha mão com extremo ódio e explodi aquele coração sujo em pedaços.
Tirei-lhe a aliança de ouro dos dedos e guardei-a no bolso junto com as outras, recolhi todos os objetos que tinha no quarto (incluindo a câmera) e saí pela porta da frente, não havia câmeras então nada poderia provar que eu estive ali.
Ao olhar para o balcão da recepção pude ver o atendente, um homem velho e de cabelos grisalhos, olhando para uma garotinha de aproximadamente quinze anos que passava pela rua com uma roupa simples e comum, mas aquele velho olhava para aquela garota tentando violentá-la com os olhos, eu não aguentei ver a cena e retirei minha pistola magnum da jaqueta e atirei na cabeça do velho que explodiu como um melão. Creio que ele nem se dera conta do que lhe acontecera.
Ao sair na rua, eu olhei para os lados e vi que ninguém ouvira o barulho do tiro. Entrei no meu carro e sai da cena normalmente.
Ninguém no mundo é puro. Os iníquos precisam ser limpos da terra! - pensei comigo mesmo.

Durante meu trajeto eu encontrei um corpo no chão, jogado no asfalto no canteiro da alto estrada, usando uma calça jeans e um casaco preto. Estacionei ao seu lado, suas roupas pareciam estar sujas de sangue. Era sangue.
Ela estava desmaiada, parecia exausta e visivelmente atormentada, decidi colocá-la no banco do passageiro e levá-la para minha casa.

Eu não sei quem você é, se for pura você certamente viverá... De certa forma, você me lembra muito alguém... Susan...










Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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