Invasão P.E.M. - Poison Minds (EP 20)

20 – INVASÃO P.E.M.


(09:00 am)

Depois de acordarmos e termos uma longa conversa nas pilhas de feno, decidimos que a melhor forma de começar o dia era comendo o cereal do palhaço e enquanto comíamos, nós planejamos os últimos detalhes sobre a invasão.

- Então Orfeu, me explica direito o que é esse tal P.E.M.?

Enquanto eu comia uma bela colherada do cereal do palhaço eu respondi:

- Pulso Eletro Magnético. – tive que mastigar mais um pouco para conseguir responder – É um equipamento que frita qualquer circuito nas proximidades, nós vamos colocar ele na traseira de um carro 4x4 que eu já tenho na garagem e vamos entrar com ele no prédio, vamos ativar o P.E.M. e apagar o prédio inteiro...

- Não tinha outra forma de colocar ele lá dentro? – ela também estava comendo o cereal do palhaço.

- Não. – mastiga, mastiga, mastiga – Poderiam descobrir e isso seria péssimo, e para que ele funcione da forma com que planejei ele precisa estar lá dentro. Essa é a melhor maneira.

Assim que terminei de comer eu me levantei e fui até a garagem dos fundos onde o 4x4 estava. Ao seu lado estava o P.E.M. pesando aproximadamente vinte cinco
quilos, um objeto em formato octogonal e bem difícil de ser manuseado.

Victória abriu a porta traseira do carro e eu carreguei o P.E.M. para dentro do veículo, à suspensão do carro se alterou um pouco, mas logo voltaria ao normal. Por mais que usar o P.E.M. seja uma manobra arriscada para uma operação desse tamanho, é a única maneira de não deixar registros e garantir o anonimato.

Seguimos depois novamente para o celeiro onde nos preparamos para o golpe final. Ao nos aproximarmos de um armário, eu olhei para Victória e disse:

- Você já ouviu falar de Blindagem Juggernaut?

Antes mesmo de ela responder eu abri o armário e então ela pôde contemplar a maior maravilha do mundo dos combates com arma de fogo, a armadura Juggernaut.

Uma armadura que conta com um capacete muito resistente e que cobre o rosto por completo, suporte para corpo que resiste a tiros de metralhadoras de alto calibre e essa mesma proteção também está presente nas áreas dos braços e mãos, protetor nas pernas e joelhos em titânio e ouro, coturnos blindados e com peso suficiente para esmagar um tórax humano com uma pisada. Em outras palavras, era um supercolete a prova de balas que resistia a qualquer tiro em qualquer parte do corpo.

Por mais que nossa mobilidade fosse reduzida, o que nos limitava a nos movermos mais lentamente, o uso da armadura permitiria que entrássemos no prédio e enfrentássemos todo mundo de uma só vez e sem tomar qualquer tipo de dano em nossos corpos. Era uma espécie de defesa suprema que só existia em operações extremas do exército.

Depois de colocarmos toda a blindagem, pegamos nossas armas: fuzil (braçadeira), metralhadora de combate (costas), pistola automática (cintura) e lançador de granadas (mãos) para mim. Victória carregou: fuzil (braçadeira), pistolas automáticas (cintura), escopeta automática (costas) e faca de combate (mãos/exigência dela).

A blindagem e armamento estavam prontos, estava na hora de ir para o departamento de investigação.

(10:15 am)

Já estávamos no carro quando eu dei as últimas instruções para Victória:

- Nós vamos parar na entrada da garagem, eu vou usar o crachá que você roubou para abrir o portão, nós vamos entrar e subir pelo elevador deixando o carro no estacionamento, no momento exato em que o elevador parar no primeiro andar, nós vamos ativar o P.E.M. por controle remoto e fritar todos os circuitos do prédio, nenhuma câmera vai conseguir filmar nossa entrada porque ontem, naquele pacote que entreguei na sala do detetive havia um chip que atua como malware e ele hackeou e congelou todas as câmeras do local.
“Quando o P.E.M. ativar, ele vai fritar literalmente todos os circuitos e isso fará com que as portas do elevador se abram, esse é um procedimento padrão de segurança. Quando as portas abrirem, nós atiramos em tudo o que encontrarmos pela frente, eu vou explodir a entrada e assim ficaremos todos presos. Depois que matarmos todo mundo, vamos embora pela janela e o P.E.M. vai explodir, varrendo todos os carros que ficarem no estacionamento, e vamos embora de lá com o qualquer carro que tiver estacionado por lá.”

Victória me olhou com confiança, ajeitou a máscara no rosto e disse:

- Vamos acabar com esses desgraçados e sumir do mapa.

Não demorou muito para chegarmos ao local. Parei de frente para o validador eletrônico da entrada da garagem e encostei o crachá de Gerald, alguns segundos depois a porta de entrada se abriu e eu sussurrei:

- Hora do show.

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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