OUTONO

 

 Escrever... escrever, como colocar o que sinto em palavras? A ideia me parece difícil, mas não impossível, depois de meses de certa calmaria... surpresa! De repente vejo uma moça bonita, média estatura, morena, com os olhos tão apertados que eu mal pude vê-los em primeiro plano... mas tinha um sorriso lindo, muito lindo. Era uma noite perfeita estrelas vieram te dar boas-vindas, a lua parecia que sabia da sua magia e, portanto, brilhava mais forte!
   O tempo estava quente, mas não menos aconchegante e seu abraço chegou quebrando minhas barreiras e me fazendo sorrir. Escrever sobre você é desenhar com letras um passado feliz, rápido e inseguro, lembro-me bem das milhares de borboletas que pareciam querer sair de mim momentos antes de te ver. Pergunto-me se escrevo para mim ou para você? Mas pera aí, eu sei que você não vai ler isso, chego à conclusão que escrevo para soltar o que tenta sair de mim a cada vez que te vejo ou nas milhares de vezes que você passa em minha mente em um único dia. Não quero que seja um texto triste sobre você, sobre mim, ou sobre nós. Admito, a incapacidade, dor ou simplesmente o destino de não ter você amenizou, abrandou, aliviou, mas deixou resquícios.
  O que chega a fazer falta não é somente o que passou, o que sonhamos ficou pelo caminho em alguma rua perdida ou foi você que esqueceu o nome? A indefinidade de tantas coisas, eu prefiro chamar de SAUDADE. É não foi, não deu, fomos para lados diferentes, opostos que se cruzam, aqui, ali. Mas eu disse que não seria um texto triste, pois bem, naquela noite de outono aquele sentimento de curiosidade sobre você só crescia, “Quem era aquela moça bonita que escondia um mundo por dentro?”. Você me falou algumas das suas facetas, perguntas, respostas, perguntas... A PERGUNTA: 

“- JÁ BEIJOU NA CHUVA?”
A resposta?

Nossos lábios se tocando respondendo ao meu coração cada vez mais acelerado...

-É ELA.


- Neriah

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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