SOBRE O DIVÃ - FINAL

1

Matthew estava no aeroporto aguardando o voo de volta, passou os últimos dias conversando com Kirsten, tinha conseguido sair do incomodo que era tentar começar uma conversa com ela, afinal tentar uma conversa amiga com a mulher que sabia de tudo sobre sua vida era uma tarefa difícil. Eles incentivavam a imaginação um do outro, ela o surpreendia com mensagens logo pela manhã, enquanto ele ainda estava dormindo, e ele gostava disso, e ela sabia, e ele sabia que ela queria impressioná-lo e fazer com que ele a quisesse cada vez mais, mas não era preciso isso, mas estava sendo necessário, por algum motivo.
Eles não conversavam sobre o casamento de Kirsten, embora um dia quase entraram nesse assunto, conversavam basicamente sobre o dia, o que aconteceu e o que poderia ter acontecido caso eles estivessem juntos.
A conversa em sua maioria tinha os vários sorrisos por conta de alguns casos que Kirsten tinha no dia a dia em seu consultório, como por exemplo, um cara que tinha uma mulher, dois filhos e mais um vindo, mas ele estava apaixonado pelo vizinho, e tinha casos com outros rapazes da escola em que trabalhava, essa história fez ele se lembrar do que uma certa vez seu primo havia lhe contando, que o melhor professor que ele tivera também estava se envolvendo com seu primo, e ele compartilhou a história com Kirsten, e ambos concordavam que isso era mais comum que imaginavam, isso e tantas outras coisas que ela compartilhava com ele, e que ele achava que só aconteceriam em livros.
Matthew contou a ela que uma vez estava em uma roda de amigos e contaram que conheciam uma garota que havia ido ao motel com um homem e ele a fez comer merda, e ainda disse a ela para que parasse de sair com o primeiro cara que conhecesse na balada. As pessoas eram realmente malucas.
Matthew ia para as festas, mas não estava lá, estava apenas para Kirsten, assim como ela estava para ele, mesmo quando ela estava em casa, o marido no andar de cima, trancado no quarto “vendo pornô” como ela dizia inúmeras vezes para ele, e ela compartilhando fotos picantes para ele, dizendo que não via a hora de estar junto com ele e fazer logo o que devia ser feito, e ele dizia que queria o mesmo, simplesmente isso, não sabia o que dizer além disso, ela o deixava nervoso.
Agora estava na fila para poder entrar no avião, e antes de entrar ele parou para poder dar autografo e tirar foto, e ele gostava daquilo, como não poderia gostar?
Estava guardando a bolsa que levava o notebook no guarda-volumes, olhou para o lado e viu um casal de mãos dadas, viu nos olhos deles uma felicidade que ele esperava encontrar, e talvez estivesse em Kirsten essa parte de seu sonho que devia ser realizado, talvez não. Mas só poderia saber a resposta depois do tão aguardado encontro.
O avião decolou.


2

Matthew olhava a escuridão abaixo do avião, ele gostava de viajar à noite, não tinha uma razão, apenas gostava. A imensidão escondida pela escuridão na noite que o avião encarava fazia com ele lembrasse de Kirsten e do que aconteceu na noite anterior, ele olhava seu reflexo no vidro, via seu sorriso bobo. Encostou a cabeça, fechou os olhos e viajou para o passado, queria relembrar o que tinha acontecido, precisava daquilo, a viagem seria longa.
Estavam conversando pelo webcam, Kirsten estava sozinha em casa, o marido havia saído com alguns amigos e não interessava a ela aonde ele teria ido, queria apenas que demorasse, e Matthew também queria isso.
Ele reparou como ela estava linda, estava com um robe de seda preto, por baixo no leve decote e que ele considerava proposital escondia um sutiã também preto, ela estava com os cabelos longos soltos, ela não estava com ar de cansada, parecia até que ela não havia trabalhado, ela disse apenas que “havia pensado em você e me diverti bastante”. Ela estava no escritório, e essa era a primeira vez em que eles conversavam pelo webcam, era a primeira vez em que ele a via em dois meses, e era a primeira vez que estava realmente conversando à vontade com ela, mesmo que com a ajuda da tecnologia. Ele estava de pau duro.
Ela estava tomando vinho, ele sabia que ela adorava aquela bebida, ela havia mencionado em algum momento, seu sorriso ficava a cada taça mais largo, mais cínico, e deixava Matthew com a impressão de que definitivamente sua calça iria rasgar.
- Matth, você não parece estar tão confortável. – Dizia ela sem olhar para a câmera, servia-lhe mais um pouco de vinho.
- Estou bem, estou um pouco ansioso porque viajo amanhã.
- Quer muito me ver? Porque eu quero muito te ver.
- Definitivamente sim. Não paro de pensar em você.
- Ótimo. Te contar uma coisa. – Ela bebeu o vinho de uma vez, se aproximou da câmera. – Eu me masturbei hoje no divã enquanto pensava em você.
Matthew sentiu um frio subir a espinha, suas pernas não respondiam a ele, suas mãos suavam e sua boca simplesmente secou. Ele a observava, era apenas isso que ele conseguia, fitava os olhos na tela do computador, ela ficou em pé em frente a câmera e tirou o robe, mostrando um corpo mais perfeito do que ele havia imaginado, a frase enorme tatuada na costela, os seios maiores que ele havia imaginado, e ele sabia que não era ilusão causada pela câmera e nem por um possível bojo, eram dela mesmo, e eram lindos. Ela sentou na cadeira.
- Matthew, diz algo! – Ela sorria e ele imaginou que talvez ela estivesse com vergonha.
- Não sei o que dizer. Acho que vou ter um ataque, você é linda!
- Você é muito novo para ter um ataque. Fico feliz por dizer isso, há tempos que não me dizem isso!
Ele tentou identificar algum tom de sarcasmo em sua voz, e não conseguiu, ela estava sendo sincera, ou estava disfarçando muito bem.
- Matt, sabe se uma coisa. – Ela colocou mais vinho na taça e terminou de beber tudo de uma vez logo em seguida. – Eu quero você logo aqui. Você chega dento de dois dias, e serão dois longos dias. – Ela abriu o sutiã.

“Eu espero que passem logo. Você não tem ideia do que já imaginei em fazer com você e do que deixaria você fazer comigo. Preciso de você aqui de volta e logo. ”
O seio estava amostra, perto do mamilo esquerdo tinha uma pinta, o que deixava mais sexy, e ele percebeu que na lateral do mesmo seio esquerdo havia outra pinta, ela era realmente linda. Ela ficou mais uma vez em pé e tirou a calcinha, e ele apenas observava. Ela olhava pouco para a tela, talvez para ter certeza de que ele não tirava o olho, ela sentou na mesa que havia atrás dela e abriu as pernas, e começou a se tocar.
As mãos delicadas em seus seios perfeitamente fartos, enquanto acariciava com uma mão ambos os seios, com a outra descia levemente sua barriga, indo de encontro a sua vagina. O silencia ajudava Matthew escutar a respiração ofegante de Kirsten, e ele estava duro, e também estava ofegante.
Ela abriu as pernas e começou a se tocar, levemente, seus dedos subiam e desciam sobre seu clitóris, e ela colocou um dedo, e ficou apenas lá embaixo, levantava o seio e colocava a língua em seu mamilo, beliscava levemente, e agora eram dois dedos em sua vagina, a respiração ofegante passou a ser gemido, e ela estava totalmente entregue aquilo, e Matthew estava completamente hipnotizado, ele não conseguiria sair daquilo, não até ela terminar o que estava fazendo.
Ela chamava seu nome, dizia o quanto o queria, seus dedos entravam e saiam cada vez mais molhados, o tesão dela atravessava a tela, e Matthew sem perceber estava se masturbando, e percebeu o sorriso de felicidade em Kirsten quando ela olhou na tela e viu o que ele fazia do outro lado.
Ela abriu a gaveta da mesa em que ela estava em cima, e pegou um vibrador e começou a usá-lo, ela colocava e gemia mais alto, apoiou um perna na cadeira em que estava sentada quando começaram a conversar, e a outra colocou em cima da mesa em que estava sentada, e colocava com mais força e mais fundo o vibrador, a mão que estava em seu seio agora estava ocupada com seus dedos entrando em seu anus, Kirsten não parava de dizer que iria gozar, a cada dois minutos, no máximo três ela dizia que gozaria e um jorro saia de sua vagina, fazendo sua perna estremecer. Matthew gostava de ver aquele tipo de gozo, e quando ele via, ou simplesmente imaginava, tinha que se controlar para não gozar. Não tinha sido diferente, ele estava concentrado nela, mas lutando para não gozar até ela chegar ao seu limite, ele pensava “se eu não conseguir me controlar aqui, não vou conseguir me controlar pessoalmente”, ele começou a cantar por algum motivo ‘parabéns’, fez ele rir, foi a primeira coisa que ele pensou que funcionaria, mas Kirsten era gostosa, nada o faria tirar a atenção.
Ela gemia mais alto, o ápice de seus gemidos eram quando ela gozava em jorro e ao mesmo tempo como a maioria das mulheres acham que já gozaram, mas não chegaram nem perto disso, mas Kirsten estava tendo isso, e de duas formas e várias vezes.
- Agora eu vou gozar para valer, meu amor! – Gritou Kirsten. – Agora. Goza comigo!
Matthew já iria gozar de qualquer forma, de certa forma foi um alivio ele ter escutado aquilo. Ela gozou, e muito fazendo com que ela caísse da mesa e começasse a rir, Matthew também chegou lá, e ficou olhando para a tela enquanto tentava recuperar a força de suas pernas.
Kirsten levantou devagar, sentou na cadeira obviamente sem forças, mas com um enorme sorriso.
- E eu pensando que no divã tinha gozado! – Sorriu Kirsten. – Isso sim foi gozar, te ver foi melhor do que estar imaginando você me observando.
- Então você queria que eu visse você?
- Sim, sei que você gosta disso.
Ele não lembrou de imediato, mas logo percebeu que contou a ela sobre a vontade de ver uma mulher se tocando enquanto ele apenas observava, e ela contou que queria se tocar enquanto o homem apenas a observava.
- Juntou o útil ao agradável. – Sorriu Matthew.
- Sim. Agora, vá descansar, amanhã conversamos. Boa noite, Matth. Estarei te aguardando. – Ela desligou a webcam.


3

Matthew estava no banheiro do avião, respirava aliviado, o sorriso no rosto que agora estava calmo, a turbulência de minutos atrás quase o faz parar de pensar na conversa que teve com Kirsten, mas seria impossível, e ele precisou entrar o mais rápido possível no banheiro, e gozou satisfatoriamente.
Ao chegar na aérea de desembarque, procurava por alguém com seu nome, havia se acostumado com isso, de andar de aeroporto em aeroporto e ter um motorista bem vestido com ‘Hangel’ escrito na placa. Mas lembrou que estava em sua cidade, o carro estava no estacionamento do aeroporto e foi em direção do guichê do estacionamento, e quando se aproximava um sorriso se formava, o coração acelerava.
- Kirsten? – Ela sorria e ia em sua direção.
- Eu mesma. Surpreso?
- Com certeza, esse horário, você deveria estar na clínica, eu acho. – Ele olhou para a mão dela, e nada da aliança. Ele sorriu um pouco mais.
- Não, eu cancelei a agenda, não aguentaria esperar para te ver apenas na hora do jantar.
- Eu só preciso pagar a conta do estacionamento, você veio com seu carro?
- Não, vim de táxi, queria pegar carona com você, caso não se importe.
Ele não se importava, e gostou da surpresa, olhava o rosto dela, ela parecia mais jovem, mais viva e sentia que talvez estivesse fazendo bem a ela, e isso era o que importava a ele.
- Não me importo mesmo. – Ele a puxou pela cintura e beijou-lhe a boca, era o que ambos queriam fazer há tempos. – Agora pague o estacionamento para o seu senhor.
Ele estendeu o ticket e observava qual seria a reação no rosto dela, ele sentiu a necessidade de mostrar seu lado dominador e queria saber como ela se sairia em mostrar seu lado submissa.
- Tudo bem!
Ela pegou e se dirigiu ao caixa, e ele observava o seu andar ao ir e ao voltar, e foram juntos em direção ao carro dele.
- Então, para onde nós iremos? – Perguntou Matthew depois de sair do estacionamento.
- Você decide. Hoje sou toda sua! – Ela olhou para ele, e segurava em seu pau.
Ele sorriu e fez o motor do carro urrar, e a levou para sua casa, o jantar ficaria para muito mais tarde.


4

Eles estavam no quarto onde Matthew tanto imaginou que um dia levaria Kirsten, ele havia lido para ela parte do contrato de servidão que havia preparado, ela estava nua de joelhos, amarrada, e ali estava ela, finalmente aconteceria.
Matthew a olhava e lembrou o caminho do aeroporto para sua casa, a forma como ela havia pegado em seu pau, colocado para fora e foi chupando até chegarem no apartamento dele, o tesão que foi exalando deles enquanto se beijavam no elevador, a vontade em que ela segura nele, a força que ele a jogava na parede do elevador. Um pouco antes disso, a fora como ele a jogou em um carro de algum vizinho, a beijou, segurou firme em seu seio e marcou com um chupão o meio deles.
Eram dois famintos por prazer, e ele sabia disso, e no fundo sentia que ela pensava o mesmo, de alguma forma eles compartilhavam a maioria dos pensamentos, e os desejos nem precisava falar algo, estava explicito para os dois o que queriam.
Finalmente ele tinha conseguido o que sonhou naquele dia no divã, rasgou sua blusa e arrancou o sutiã de Kirsten, e foi ainda melhor, porque ainda no corredor do andar de seu apartamento ela começou a chupá-lo, e aquilo o deixou com mais tesão, começou a pedir que tivesse alguém observando no olho mágico, alguém que visse o que realmente era foder, e era o que ele e Kirsten fariam a noite toda.
Entraram no apartamento, ela estava deitada em cima da mesa que tinha na sala, e tirou sua calça, ele rasgou sua calcinha e começou a chupar Kirsten, e o gosto era muito melhor do que ele já poderia ter imaginado, ela puxava seu cabelo enquanto ele brincava com sua língua no clitóris dela, e ele sentiu que ela ia gozar, ele enfiou um dedo dentro da vagina dela, e começou a lamber seu anus, e ela gemia cada vez mais alto, e ele queria aquilo, que ela esquecesse do mundo exterior, queria que ela esquecesse que houvesse vizinhos e que se acontecesse dela lembrar, que gemesse mais alto para eles invejarem a transa deles. Ela gozou e ele queria mais.
Ele a levou para o quarto e a jogou na parede, antes que ela pudesse se mexer ele segurou um de seus braços, uniu-os e firmou sua mão nos pulsos dela, colocou contra a parede, e com a outra mão segurou firme o rosto dela, olhou em seus olhos, e deu um leve, porém firme tapa em seu rosto, ela o olhava de forma desafiadora, e ele deu mais dois seguidos e depois acariciou seu rosto. Ela olhou para baixo, e ele levantou sua cabeça e beijou sua boca, ela estava definitivamente entregue a ele, ele apertava levemente seu seio enquanto a beijava, ele beijou seu pescoço, e chupou seus seios, parecia que iria devorá-los, e ele achava que era possível que isso acontecesse. Ela gemia baixo enquanto ele chupava seu mamilo levemente, e seu dedo massageava mais leve ainda seu clitóris.  O som que saia da boca dela deixava ele mais animado e com mais vontade.
Ele largou as mãos dela e a beijou, colocou as duas mãos em sua nuca e a beijou, e Kirsten colocou os braços em sua cintura.

Ele olhava em seus olhos enquanto amarrava uma de suas mãos, e antes de virá-la de costas ele deu-lhe mais um beijo intenso e verdadeiro, em seguida a virou e amarrou as mãos em suas costas, e a colocou de joelho, vendou seus olhos, leu um breve texto e no fim ela disse:
- Eu confio em você, meu senhor!
Ele sorriu e amordaçou a boca de Kirsten, agora ela não falaria, não veria e não reagiria, apenas sentiria, e sentiu quando o chicote atingiu sua lombar, fazendo com que ela ficasse de novo de joelho.
- Isso foi porque você não estava de joelho. Não tente trapacear.
Depois que ela se endireitou, ele trocou o chicote pela palmatória e começou a desferir golpes em sua bunda.
- Quero que seu marido veja essas marcas, que você não consiga sentar direito por um ou dois dias, que você lembre de mim durante o tempo em que estiver longe de mim!
Ele voltou com prendedores de mamilos com pesos e os colocou, e começou a acariciar seu rosto, passar a mão em seu longo cabelo que ele tanto gostava. Ele fez um rabo de cavalo, sorria enquanto o fazia, seu pênis pulsava, tinha que se controlar, depois de tudo aquilo eles finalmente transariam, mas aquilo era preciso, ambos queriam, ela precisava ver que era aquilo que a completaria, e só se sentiria completa com ele.
Matthew a colocou de pé, suas pernas tremiam e ele desamarrou seus braços, colocou uma coleira e uma guia, a mandou ficar de quatro. Ele a guiou até a parede que tinha prendedores para os braços, pulsos, tornozelos e joelhos. Ele a amarrou, suas pernas e braços ficaram confortavelmente amarrados, e bem abertos.
Ele pegou o chicoto e batia levemente em seus seios, mamilos. Kirsten suava, sorria, estava gostando, e Matthew adorando ver que ela estava envolvida.
Matthew tirou o cinto, e pensou em bater com ele, mas poderia ficar para depois, e ficou completamente nu. Ele pegou o massageador que tanto quis usar nela, e como era de se esperar ela gozou muito, e só não caiu porque estava amarrada, mas ficou com a cabeça baixa, não tinha força para manter erguida, o ultimo gozo tirou o resto de suas forças.
Ele a desamarrou e a colocou deitada no chão, ela ainda continuava com os olhos vendados e com a ballgag.
Ele pegou um plug e começou a percorrer com ele em seu corpo, e ao chegar no ânus ele enfiou, devagar, com carinho. Não como havia aprendido a alguns anos atrás, onde simplesmente enfiava sem pensar do bem estar da mulher, o plug anal estava encharcado de lubrificante para entrar mais fácil e não machucar, pelo menos não machucar em demasia.
- Agora vou te amarrar, mas de uma forma diferente!
Era do shibari que ele estava falando, e fez os nós perfeitamente, com suas mãos para trás, e suas pernas juntamente amarradas e seguras próximas as mãos. Ele a golpeou mais um pouco com tapas, depois beijos. A deixou naquela posição por trinta minutos.
Ao voltar, ela parecia ter recuperado um pouco de suas forças, desatou os nós das cordas e a deixou livre, e a levou para a ‘cadeira erótica’, amarrou seus braços e tornozelos, tirou a venda e a ballgag.
Ele acariciava o corpo de Kirsten com zelo, e seu olhar era como se fosse de um pai, ela sentiu que ele estava cuidando dela, e aquilo fez tudo o que ele tinha feito até ali valer a pena, ela percebeu que estava começando a ter pensamentos submissos, e talvez ele estivesse certo, porém ela nunca assumiu a ele ou disse que se sentia incompleta depois do sexo com seu marido, e em pouco tempo estava se sentindo completa com Matthew.
Ele a beijou na boca, e foi descendo até sua vagina, e parou, tirou os prendedores de seu mamilo. Mostrou a ela uma vasilha com bastante gelo, e os colocou em seu corpo, prendia-os com fita, um em cada mamilo, vários na barriga, um na parte de trás do joelho, um em casa virilha, um por cima do ânus, e ficou com um subindo e descendo da vagina para o períneo.
Ele enfiou um pequeno cubo de gele dentro da vagina de Kirsten, colocou uma pequena bala em sua boca e começou a chupá-la e a sensação vazia Kirsten gemer cada vez mais, o gelo derretendo onde ele havia os prendido, e ele apenas se concentrava em chupá-la e ficou lá, até que o gelo derreteu completamente dentro dela.
Ele pegou um vibrador e começou a usá-lo, agora queria ouvir o gemido dela sem ser abafado, queria ouvir por inteiro. Com uma mão usava o vibrador e com a outra usava o massageador, e com a língua, lambia o ânus, e Kirsten gritava de tesão, suas forças se foram no primeiro jato provocado pelo massageador, que veio junto com o gozo causado pelo vibrador. Matthew estava se controlando para poder comer Kirsten, mas estava próximo, mais dois ou três orgasmos ele a comeria.
Ela gozou mais seis vezes, e ela a levou em seus braços para o quarto e a colocou na cama.



5

Quando a deitou na cama, ela o segurou pelo braço.
- Vamos terminar isso, meu senhor! – Juntou o que restava de suas forças, segurou em sua nuca e o beijou.
Matthew ficou por cima dela, e colocou seu pau dentro dela, sentiu o quanto ela estava molhada e com vontade de tê-lo, eles se beijaram, ela gemia cada vez mais e ele ia cada vez mais forte. Em pouco tempo eles estavam transando como se nada tivesse acontecido a alguns minutos atrás, ela estava por cima quando ele a olhou nos olhos e viu no fundo que ela estava causando nele algo completamente diferente, e ele também estava causando nela, ela sorriu e o beijou, porque ela sentiu o mesmo e não queria entregar isso, não agora.
Enquanto ela estava por cima dele, com a mão em suas costas e sentindo o cheiro de seu cabelo, ela lembrava o quanto tentou dificultar a coisa, mas agora só queria saber dele, era o agora que importava, nada mais.
Eles gozaram juntos, e Matthew sentiu pela primeira vez o que era gozar sentindo algo diferente, e tinha certeza de que aquilo não seria transa para uma noite, e estava certo.


6

Seis meses haviam se passado, e Kirsten estava oficialmente divorciada, estava saindo do cartório, e viu do outro lado da rua seu novo companheiro do outro lado da rua a esperando. Ele realmente tinha feito o que prometeu, iria fazê-la feliz e completa, e ela iria servi-lo fielmente como prometeu.
- Está tão linda hoje!
- Gostou, meu senhor?
- Sim, e hoje você será castigada. Quer saber o porquê?
- Não, se serei é porque tem um motivo.
- Isso mesmo.
Matthew a abraçou e beijou-lhe a boca, subiu o vestido que ela usava e percebeu que ela estava sem calcinha, o que mostrava que ela o esperava em algum momento do dia.
- Antes, Kirsten, quero transar no seu divã.
- Eu também, Matth.
O dois não eram prisioneiros de suas posições na relação, tinham relações “baunilhas” como ele chamava, e tinha a relação mais pesada e completa para ambos, e eram felizes assim, e seriam felizes até onde o tempo permitisse, enquanto fosse permitido seriam felizes para sempre.
E Matthew em um discurso para um dos prêmios que ganhou por causa do livro disse:
Enquanto tolos fingem sorrir e gozar a vida, eu preencho meu tempo com a minha melhor amiga e faço da vida meu parque de diversão. Vocês não sabem ou não perceberam ainda, mas a gente inventa a cada segundo uma forma de sobreviver a tudo isso. Os escritores se dão melhor nessas invenções diárias, e leitores aprendem de várias formas de como sair desse tédio do dia a dia. Eu digo apenas isso e interpretem da forma que quiserem, meus amigos: “Geme bem baixinho no ouvido do mundo, para todo mundo ouvir. ””



- Anderson R.









Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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