Sobre o Divã










1

Matthew aguardava sentado sua vez, lia uma matéria que não tinha exatamente sua atenção, enquanto fingia ler para não ter que ficar reparando tantas pessoas reunidas naquele lugar, mas todas vazias em seus telefones. “Talvez seja perda de tempo fazer tudo de novo” pensava ele, até que o chamaram:
- Matthew Hangel? – Chamou a moça na recepção. – Sala três!
Matthew levantou e seguiu até a sala indicada, tentava imaginar o rosto da recepcionista, mas como tudo até aquele momento, não tinha lhe chamado a atenção. Ele parou em frente a porta, ficou alguns segundos parado olhando para ela, pensando no que o aguardava ali dentro, bateu três vezes na porta e entrou.
- Matthew Hangel? Kirsten Stancy.
Ela ergueu a mão para ele, com um belo sorriso, talvez tenha treinado isso na faculdade, talvez para deixar o paciente mais confortável, mas ele conseguia apenas olhar seu sorriso.
- Sim, sou eu! – Apertaram as mãos.
Para uma primeira consulta tudo tinha ido bem, ele não chorou como pensou que choraria em alguns momentos, o sorriso dela o acalmava, talvez não fosse isso, mas era o que ele pensava. Tentava não reparar tanto assim nela, ela era casada, único sentido por ela estar usando uma aliança.
A semana seguiu, e percebeu que ficava pensando em sua “consultora de ideais”, era assim que ele pensava, talvez soasse melhor para ele. Ele estava pensando em seu vestido, a fenda que revelava as pernas, o sorriso. Enquanto banhava imaginava tudo o que sua mente lhe permitia imaginar. Ele sorriu pela primeira vez depois de alguns meses.


2

Matthew Hangel era um jovem escritor em ascensão, estava com vinte e sete anos recém completados, três livros publicados, mas nada que o fizesse ser reconhecido em qualquer esquina.
Ele era alto, não era alguém que chamava a atenção, mas ele achava que talvez tivesse algo que pudesse funcionar em tentativas de conquistas, mas tinha coisas mais importantes para se concentrar, como seu livro que poderia ser mais um fracasso, ou poderia de vez dá-lo algum reconhecimento.
Matthew estava escrevendo mais uma vez um livro de suspense, embora seu empresário dissesse sempre que tinha a oportunidade para que ele tentasse outra coisa, talvez romance, era isso que estava em alta, e não tentar ser um Stephen King brasileiro, e quem sabe, depois do sucesso ele pudesse lançar outros livros. Matthew não queria dar ouvido a ele, era para o terror que tinha nascido, era o terror que iria torna-lo famoso, não que famoso fosse necessário, mas era o reconhecimento pelo o autor que era. Estava em sua quarta tentativa para que a editora aprovasse a publicação, mas todos tinham o mesmo resultado: Você pode mais!
Depois que se passaram os seis meses finais que a editora havia dado de prazo, Matthew estava sendo pressionado, e o fracasso eminente estava a sua porta, sempre que a editora pedia explicação era a mesma desculpa de que estava enfrentando um bloqueio, coisas que todo autor enfrenta, o que era verdade, mas ele também tinha desistido, e por saber disso, era o que fazia seu bloqueio aumentar mais.
Enquanto espera alguns amigos do lado de fora do bar, Matthew fumava um cigarro, e contava as estrelas, funcionava como um mantra para limpar sua mente, e na maioria das vezes, funcionava, nas outras vezes o que funcionava tinha outro nome.
Todos na mesa estavam felizes contando suas vitórias, aonde tinham chegado, e ele apenas se concentrava em seu scotch, as palavras que saiam da boca deles apenas eram palavras desconexas.
Ele cruzou o olhar com uma mulher que estava no bar, ela estava sozinha, e os olhares eram constantes, Matthew começou a imaginar como seria estar com aquela loura do bar, a forma com que ela o olhava. No outro dia ele estava de joelhos no banheiro da mesma loura, não lembrava quem era ela, mas podia apostar que a noite tinha compensado.
Matthew havia conseguido mais três meses de prazo com a editora, prorrogáveis para mais cinquenta dias, nada mais que isso, seria sua última chance. Junto com essa oportunidade, seu empresário o convenceu de procurar ajuda. Precisava de alguém que o ajudasse a limpar sua cabeça, e fazer seu bloqueio ir embora.
Kirsten Stancy, era apenas uma mulher que deveria ajudar Matthew a se encontrar, ele estava perdido e ela estava realmente ajudando a achar um caminho, mas não da forma que deveria ser, estava errado como tudo estava indo em sua cabeça. Ele estava se saindo bem, menos o livro, o maldito livro que tinha que ser feito, mas tinha Kirsten, sua psicóloga maravilhosamente linda, e sua imaginação fortemente inconsequente.

3

As sessões caminhavam bem, não pareciam ter uma relação “terapeuta/paciente”, eram mais como amigos em um bar conversando coisas que mais ninguém sabia, ela tinha o total controle sobre ele, e isso o deixava animado, embora soubesse que era errado, mas o que podia fazer?
- Talvez pudéssemos jantar qualquer dia desses! – Disse ele enquanto a encarava, ela não estava usando a aliança, e estava com um decote que o fazia desafiá-lo a si mesmo, ora seus olhos, ora seu decote, e o decote vencia o duelo.
- Não vamos confundir as coisas, Matt! – Disse Kirsten com um tom autoritário, e droga, como ele gostava daquilo.
- A vamos lá. Então um café, nada demais, não vai parecer tanto com um encontro.
Ela o encarava, ele se forçou a olhar para aqueles olhos, por um momento não existia mais o decote, o sutiã preto; era apenas o olhar, o sorriso discreto de Kirsten.
- Apenas um café, nada mais que isso!
- Então nos vemos hoje, depois dessa consulta?
- Hoje? Tenho mais dois pacientes depois de você. Creio que não vai dar!
- Tudo bem. Eu apareço aqui qualquer hora para tomarmos esse café!
- Combinado!
Matthew estava sentado no capô do carro, fumando um cigarro, mas nada de contar estrelas, olhava apenas a esmo, nenhum pensamento, nada.
- Matthew? – Chamou Kirsten sorrindo.
- Eu falei que apareceria a qualquer hora, e aqui estou. Te esperando!
Os dois ficaram em silêncio enquanto ele dirigia até a cafeteria mais próximo, o que era horrível, porque no consultório tinham tanto para conversar, e no momento em que poderiam ser mais íntimos e se abrirem mais, nenhum som.
 - Então senhorita, porque psicologia? – Já estavam sentados, e já tinham tomado a primeira xicara de café.
Matthew tinha certeza que a tinha visto de aliança quando a viu sair do prédio, e agora estava sem.
- Não tem um porquê. Eu sempre tentei entender um pouco da mente humana, talvez porque a minha também fosse uma confusão!
“E você, Matt. Fale mais sobre ser um escritor, os prazeres, as angústias, o lado bom de ser famoso”.
- Você deve estar falando com o escritor errado. Não tem nada de ser famoso, só entendo as angústias, não sei se ainda sinto prazer no que faço. Nem sempre tenho certeza se faço o que gosto!
- Como assim? Você não gosta de escrever?
- É meio confuso falar sobre isso, sabe? Às vezes nem eu mesmo sei o que quero dizer, ou se o que digo é realmente o que quero!
- Mas você gosta ou não?
- Eu só queria entender quando foi que nosso café virou uma sessão grátis! – Matthew deu um leve sorriso, olhava para o copo quase cheio de Kirsten.
- Podemos mudar de assunto se quiser. Podemos falar sobre o que você quiser.
- Acho que no momento estou mais para ouvir do que para falar!
- Então vamos trocar a posição? Você vira o terapeuta? Interessante.
O silêncio entre os dois foi quebrado quando alguém começou a brigar por conta do valor da conta, que não tinha bebido tanto para a conta estar aquele absurdo.
- Cointreau com café dá nisso!  - Disse Matthew para quebrar o clima.
- Eu não sei, acho que é apenas uma forma de querer atenção e talvez desconto!
- Só acho que você deveria largar um pouco a psicologia e ser você mesma, e eu serei eu mesmo. Vamos fingir que estamos nos conhecendo. Esquece que sou seu paciente, vai ajudar nós dois. Você está muito tensa!
Ambos deram um breve sorriso.
A conversa fluiu, pediram café com cointreau para abrir o apetite, beberam seis vezes para constatarem que para eles aquilo não funcionava, mas concordaram de ir a um restaurante.
- Deixa eu te perguntar algo, Matt. Mas responda se quiser, tudo bem?
- Por mim tudo bem. O que quiser. – Matthew estava à vontade, tanto que estava bebendo whisky, coisa que se segurava para não beber no primeiro encontro.
Poderiam dizer o que fosse, mas aquilo tinha se tornado um encontro, a partir do momento em que ela aceitou, talvez antes, quando ele fez o convite.
- Então, eu li alguns contos na internet. Você os escreveu. Eles têm algo sobre você?
- Tipo o quê?
- A parte sexual. Você gosta de falar sobre sexo?
- Falar é muito vago. Fazer seria mais exato! – Kirsten ficaria constrangida com a resposta, mas conhecia Matt, e sabia que ele disse aquilo para não expressar sua vergonha.
- Vamos, diga. Estamos em um encontro! – Ela segurou sua mão, e como ele queria aquilo.
- Um pouco, não tanto quanto gosto de falar sobre suspense, e terror. Ou quem sabe, desse whisky. – Ele levantou o copo, deu um gole.
“Mas sim, gosto muito de falar sobre, embora ultimamente eu não tenha escrito sobre muita coisa. Nem lembro a última vez que o fiz. Eu digo para todos que estou em um momento de bloqueio, mas as vezes acho que seja mais que isso. “
- Entendo. E o que você sente falta para poder conseguir escrever?
- De uma boa inspiração! – Ele apertou a mão dela, para ter certeza de que ainda estava segurando.
O garçom chegou com a comida deles, ela lhe deu um sorriso e ele olhou para o garçom e sorriu de volta para ela. Ambos agradeceram, brindaram, e começaram a comer.
- Diz, quais seus desejos sobre sexo? – Matt percebeu o intuito da pergunta, ela queria ver até onde ele iria, e como já estavam ali, nada de voltar atrás.
- Não tem muito o que eu queira fazer. Não que eu tenha feito tudo, mas fiz muito. Mas tem uma coisa que gosto muito!
- E o que seria?
- Ser dominador! – Ele fixou os olhos nos dela.
- E como seria isso?
- BDSM!
- Ainda não entendi!
- Como te disse, é muito vago falar. Eu sou do tipo que pouco fala e muito faz, sabe?
- Acho que sei onde quer chegar com isso!
Pela primeira vez Matthew se arrependeu do que disse, ela pareceu pela primeira vez na conversa ter ficado constrangida.
- Esquece. Acho que não é tão relevante assim!
- Verdade.
O assunto mudou, o sorriso logo voltou. Matthew pediu a conta, Kirsten foi ao banheiro. Enquanto ela caminhava na direção do banheiro, Matthew observava seu caminhar, lento, preciso, perfeito.
Os dois foram para o carro, Matthew pensou em deixa-la em casa, mas não tinha certeza disso. Ela era casada, ele tinha certeza disso, ou ao menos era, talvez esteja em um momento difícil com o marido, por conta da falta do uso da aliança, e não simplesmente por conta dele. Seu pensamento foi quebrado com ela o chamando:
- Matt! – Ele olhou para ela, e ela o beijou! – Vamos para sua casa, antes que eu me arrependa. Me apresente o BDSM!
Os dois partiram em direção a casa dele. E estava tudo bem quanto a isso.

4

Depois de entrarem na garagem, Matt sentia tudo girar, talvez nem fosse verdade tudo o que estava acontecendo, se fosse um sonho o melhor naquele momento era que continuasse dormindo. Kirsten era a melhor coisa que estava lhe acontecendo nas últimas semanas, e aquele momento, mesmo que não voltasse a acontecer, seria maravilho lembrar em detalhes.
- Sabe que não precisa fazer isso! – Disse Matt com o carro ainda ligado.
- Eu quero. Acho que preciso disso!
Ele olhava para ela que não correspondia o olhar, ela mantinha o olhar fixo para a janela do carro, ela tentava imaginar o que se passava na cabeça dela, se ela estava começando a pensar se estava fazendo certo. Antes que ele pudesse falar qualquer coisa ela o beijou, a mistura de sensações que ele sentiu, a forma que ela segurava em sua nuca, a única coisa que ele pôde fazer foi segurar entre seus cabelos, e trazer para mais perto dele, e se entregar ao beijo macio e molhado de Kirsten.
Eles continuaram os beijos no elevador, foram até a porta do apartamento de Matthew, estavam completamente entregues ao momento, a força que ele a tomava em seus braços a deixavam mais entregue, e ele queria mais, e sabia que ela também queria mais.
Ao entrarem no apartamento, os beijos continuaram, os sussurros eram quase gritos mudos de prazer, a noite urrava pela janela, e Kirsten estava jogada na mesa da sala de Matt com a blusa rasgada. Matt se considerava um animal na hora do sexo, e com Kirsten não seria diferente, enquanto a beijava antes de abrir a porta de seu apartamento, rasgou a blusa de Kirsten e observou seus seios saltarem para fora, de uma forma que Kirsten não entendeu como ele tinha conseguido rasgar e ao mesmo tempo abrir seu sutiã, que logo depois quando tudo terminasse, ela perceberia que ele rasgou tanto a blusa quanto o sutiã de uma só vez.
Os dois chegaram ao quarto, e Matthew por um instante interrompeu o beijo que pareceria que nunca acabaria, ele olhava nos olhos dela, com a mão em sua nuca, até que ele puxou seu cabelo, e deu um tapa em seu rosto. A jogou na cama.
- Você disse que queria conhecer o meu mundo. Tem certeza?
- Até agora sim!
- Quero que saiba que não precisa ter sexo, dá para termos a relação, mas não precisa ter exatamente sexo!
- Entendo. Mas venha e faça logo o que for necessário. Ou quer muito que eu mude de ideia?
Matthew caminhou até a cômoda com um largo sorriso, abriu a gaveta e tirou algumas coisas de lá.
- Isso é para amarrar suas mãos; para amarrar suas pernas; para tampar sua boca. Vamos começar bem devagar!
Ele foi em sua direção, e tirou a calça e o que sobrara da blusa, deixando-a apenas de calcinha, esticou os braços de Kirsten, os amarrou, seguido das pernas e logo depois colocou a mordaça.
Ele saiu de perto dela e ficou a observando, estava contemplando seu corpo, o quanto era linda. Se afastou mais uma vez e voltou com um chicote, grampos e uma palmatoria. Ela observava os passos dele, e ele sabia que seus olhos estavam grudados nele, uma mistura de curiosidade e o que ele achava ser medo, e isso o fez pegar também uma venda, era melhor fazê-la ficar curiosa, a curiosidade sempre ajudava.
Ele vendou os olhos dela, e a última coisa que ele disse a ela foi:
- Se entregue a mim!
Ele pegou o chicote e batia levemente em seu seio, ele queria ver seus mamilos ficarem em pé, e não demorou muito, ela dava leves gemidos, talvez quisesse falar algo, mas não ainda. Quando os mamilos ficaram duros, ele pegou os grampos e prendeu em seus mamilos, ela sentiu os grampos apertarem, ela estava começando a ofegar, a excitação em seu corpo gritava simplesmente por querer saber o que iria acontecer, mas não poderia saber, ele conhecia isso. Sabia que era isso.
Ele deu duas chicotadas fortes em cada coxa dela, dando em seguida dois tapas na coxa esquerda, ela estava mais ofegante, seu corpo tremia e suava, Matthew observava o que o corpo dela dizia, e aquilo era bom. Ele desferiu mais alguns golpes com o chicote nela.
Em seguida pegou a palmatória, e sem bater ficou passeando com ela sobre seu corpo, fazendo com que ela arrepiasse, e cada vez mais ofegante. Ele soltou seu punho e sua perna direita, a virou e bateu na bunda dela com força, e ela urrou um grito mudo, ele olhou para ela para ver se ela iria chorar, e a marca avermelhada da palmatoria logo ficaria roxa, e o sorriso ficara mais largo agora. Ele passou de novo com a palmatoria sobre o corpo de Kirsten, desferiu mais uma vez a palmatoria sobre a bunda dela, e em seguida bateu mais algumas vezes com o chicote. A voltou para a posição inicial e prendeu seu punho e perna outra vez.
Ele saiu do quarto e foi até a cozinha e encheu uma garrafa com agua gelada, e da cozinha podia escutar a respiração que vinha de seu quarto. Quando voltou para o quarto jogou um pouco de agua no corpo da mulher nua que ele tanto imaginou e que agora era real, todo seu corpo reagiu, seus pelos arrepiaram, a respiração ofegante voltou mais forte. Ele tirou a venda de seus olhos e observou que ela tinha chorado um pouco, talvez tenha exagerado na palmatória, não saberia dizer ao certo em qual momento ela chorou.
Ela observou que ele segurava uma tesoura, os olhos dela revelavam medo, e Matthew nunca soube dizer o que sentia quando via aquela expressão nos olhos de uma mulher que ele levava para casa, se era excitação, pena, ou mistura dos dois. Ele se aproximou com a tesoura em suas mãos, ela começou a balançar a cabeça, e ele segurou sua calcinha e a cortou, o que fez ele perceber que isso trouxe alivio a ela, e ele entendeu. Ele guardou a tesoura e foi até a cômoda mais uma vez, e pegou dois objetos, um ela reconheceu.
- Um vibrador, e um massageador. O vibrador você sabe para o que serve, mas é muito provável que não tenha noção para que serve esse massageador. Vou mostrar na pratica!
Ele ligou o massageador à tomada, e o ligou em uma velocidade baixa e o colocou no clitóris, a sensação fez Kirsten se contorcer, seus olhos eram apenas bolas brancas, sua respiração era algo continuo e desesperado, suas mãos em garra tentava segurar algo. Ele parou.
- Precisa de mais explicação do que isso? Simples, não? Serve apenas para te fazer gozar. E muito!
Ele ligou mais uma vez e colocou de novo em seu clitóris, agora mais rápido, ele percebeu que ela estava molhada, e colocou o vibrador nela, o vibrador entrava e saia de dentro dela, o massageador funcionava sem parar, ela queria gritar, e tentava, seu corpo se debatia, mexia a cabeça, e Matthew ficava eufórico. Kirsten suava e ela já tinha chegado ao orgasmo algumas vezes, mas ainda não tinha gozado do jeito que ele queria que ela gozasse. Estava quase lá.
Ele parou com o vibrador e jogou agua gelada em sua vagina, e ele olhou fixamente para o rosto dela, estava vermelha, cansada, e ele aumentou a velocidade do massageador, até que finalmente ela gozou. O jato que saiu dela foi forte e fez Matthew achar que iria rasgar sua calça com a ereção que estava tendo. Ele voltou a usar de novo o vibrador nela.
- Mais duas vezes gozando assim e vamos para a próxima etapa!
E assim foi feito, ela gozou mais duas vezes com a ajuda do massageador, e teve mais uma terceira e dessa vez foi mais intenso, ela gozou tanto pelo clitórios como por dentro. Como a maioria dizia: “Por causa do ponto G”.
Ele tirou as coisas que prendiam Kirsten a cama, a fez ficar em pé, mas ela não tinha tanta força, tudo havia se esvaído a menos de um minuto atrás. Ele a fez ficar de joelhos, tirou o grampo de seus mamilos, mas manteve a mordaça. Colocou seus braços para trás e os amarrou. Deu leves tapas em seu rosto, apertou com os dedos o mamilo, ela fechou os olhos por ainda estarem sensíveis, ele sabia disso, mas já era tarde para ela. Teriam que terminar.
Ele pegou o restante da agua gelada e derramou em sua cabeça, e pegou mais uma vez o chicote e bateu algumas vezes em suas costas. Seu corpo tremia, era claro que ela não tinha mais força, e ele estava quase terminando, já tinham ido longe demais para uma primeira vez. Ele a mandou ficar em pé.
- Vista isso, agora! Ela o viu tirar uma calcinha de algo.
“Não se preocupe, ela é nova. Não uso coisa usada, de você vai para o lixo e pronto. “
Ele a ajudou a ficar em pé e a vestir. Ele apareceu com um controle e começou a controlar a vibração que tinha na calcinha. Ele já começou com a calcinha na vibração máxima. Kirsten não conseguiu se manter em pé e deitou, ficou de lado, tremendo seu corpo e sentindo, era apenas isso que ela conseguia sentir.
Matthew começou a tirar a roupa, era hora de acabar com tudo, depois a colocaria na cama e a deixaria descansar.


5

- Matthew? Matthew, acorde.
Ele abriu os olhos e viu Kirsten a sua frente, ele logo percebeu que tudo realmente era um sonho, pois estavam no consultório, Kirsten usava a aliança, ela usava uma blusa, mas nada de decote, ou algo que mostrasse seu sutiã.
- Eu acabei dormindo? – Disse ele em um sorriso tímido.
- Sim, você chegou aqui falando que estava cansado, que estava mais para escutar que para conversar, e apagou. Eu deixei você dormir esses cinquenta minutos para você poder descansar. Fiz mal?
- Só na parte de me acordar! – O sorriso se mantinha.
- Sonhou algo interessante? Quer conversar sobre isso na próxima sessão?
- Acho que não. Melhor esquecer que vim aqui só para dormir. – Os dois riram.

6

Naquele mesmo dia Matthew conseguiu escrever um livro no prazo em que a editora determinou, e o melhor de tudo era que ele conseguiu o reconhecimento que tanto queria, e tudo graças ao sonho que teve com sua psicóloga, e seu empresário teve razão, ela o ajudaria a limpar a mente.
Matthew não parou com as consultas, e nem mesmo com as fantasias com Kirsten, mas esse era aquele tipo segredo que se deve manter, ela sabia de tudo sobre ele e sobre a vida dele, mas jamais saberia sobre esse sonho. Ela jamais saberia que seu romance sobre um jovem casal que foram forçados a se separar foi inspirado no seu sonho. A única coisa que ela sabia era que o título da história foi inspirado nas várias sessões que tiveram.
Pois no divã, era onde a maioria dos segredos eram revelados.







 Anderson R.

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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