Entrevista com Joana Brito

Olá, seja muito bem-vinda aos leitores aqui do Brasil. Eu sou Iago Victor, um dos fundadores do projeto que mais entrevista e apresenta escritores Portugueses aqui no Brasil. Você está na Fixação Literária.

            Por favor, se apresente a nossos leitores. Qual seu nome, o que faz, o que estuda, o que lê... Conte-nos um pouco sobre você!

            Olá. Eu sou a Joana Brito, tenho 30 anos, sou casada e neste momento estou a viver na Costa do Marfim com o meu marido e a minha filha. O meu trabalho é cuidar da casa e da nossa pequenina.
            Estou aprender a viver com novas pessoas, novas culturas, com um dia a dia completamente diferente de Portugal.
            Tenho-me dedicado a aprender a língua francesa que é o idioma usado aqui, junto à minha filhota.
            O clima é maravilhoso, o calor, o sol, mas a adaptação não é muito fácil.
            Aqui tudo é diferente, mas tenho aprendido muita coisa. As pessoas são acolhedoras e simpáticas, considero um povo bastante feliz, visto que as dificuldades que passam são bastantes mas a alegria é constante.
            Eles têm sido fonte de inspiração.

            A sua obra ainda é uma incógnita para todos os seus leitores. Assisti ao BookTrailer e percebi que o livro pode tratar desde prosa até a poesia, passando também por crônicas e pensamentos íntimos da sua pessoa. Trata-se de algo bem interessante, geralmente os escritores buscam focar-se em um tipo de livro, mas você vai tratar de tudo. Qual a emoção em ser uma das poucas a falar sobre isso?

            Sempre adorei escrever, adoro jogar com as palavras e fazer delas meu lar. Elas são meu sustento e não abdico de uma caneta e papel para qualquer lado que vá.
            Acho que não há nada melhor do que tocar o papel e poder rabiscar o quanto quiser.
            Adorei ler “O Segredo” da autora Rhonda Byrne, livro que me inspirou pela simplicidade com que nos mostra o quanto tudo na vida pode ser bem mais simples do que por vezes parece.
            Outros livros pelos quais me apaixonei foram “P.s. Eu amo-te” da autora Cecelia Ahern pela fabulosa história de amor, visto que sou uma eterna apaixonada e romântica.
            E o outro foi “Para a minha irmâ” da autora Jodi Picoult que conta o quanto a dor pode moldar a nossa vida e como podemos lidar com ela.
            Considero-me uma pessoa cheia de sonhos, uma eterna sonhadora e mesmo que por vezes tudo me pareça impossível e difícil de lidar, por mais que tropece, o meu levantar é o que me move, a fé, a força com que me agarro à vida é única e parte dessa força, fé e esperança está na minha filha que me mostra todos os dias o bom da vida, do amor e o poder que um sorriso carrega.
            Sou romântica sem dúvida, acho que o amor move o mundo e torna-nos melhores mesmo que aconteçam tropeços pelo caminho, considero realmente o amor a solução para tudo.
            Sou dedicada ao meu marido, ele faz-me muito bem e muito feliz, não somos o casal perfeito mas somos imprescindíveis um para o outro. Ele faz-me sentir que sou especial, única e sempre está lá para mim.
            A minha família é importante desde os meus pais, que fizeram de mim o que sou, à minha irmã que me completa e que é a minha melhor amiga.
            Todos eles movem o meu coração e todos eles me inspiram. São sem dúvida eles que dão sentido a tudo o que escrevo.
            Fico contente por conseguir tratar de tudo num só livro.
            É um orgulho perceber que o que escrevo chega a todos com muito amor, pois é isso que pretendo. Dar vida, dar sentido às palavras para aqueles que as leem.
            Ser considerada uma das poucas pessoas a falar sobre isso, como diz, é um privilégio.
            Acho que tudo o que escrevo me move e como tal penso que faz mais sentido partilhar tudo num só livro. Tudo na vida anda interligado, desde a tristeza à alegria, desde a dor ao amor, desde a solidão à gratidão. Todos estes sentimentos fazem parte de mim e do mundo e espero que sintam isso quando lerem o livro quero que as palavras toquem o coração dos leitores e que ao ler todos se identifiquem nelas. São textos íntimos e todos com um toque de mim, com um toque de verdade.

            Eu me especializo atualmente em Letras e estudei, particularmente, a Literatura Portuguesa e principalmente a poesia. Dentro do seu livro, na sua própria escrita, há alguma influência de algum escritor lusófono? Ou mesmo de outra nacionalidade, há alguma influência na sua escrita?

            Sim, existem autores portugueses que influenciaram o que escrevo, tais como Florbela Espanca que retrata a dor e o amor de uma forma muito intensa.
            No soneto “Impossível” a dor descrita é algo com que me identifico pela sua intensidade e muitos dos meus poemas nascem da dor, aquela cruel companheira que por vezes não cabe em papel, por mais que a gente tente escrevê-la pois a dor é algo muito pessoal.
            O amor que sempre a moveu desde nova, o mesmo acontece comigo  dia a dia, visto que acredito que o amor é a arma mais poderosa do mundo. E tal como Florbela Espanca eu considero-me inteira demais e talvez por isso eu sofra e seja muitas vezes incompreendida, e algures no meu livro faço referência a isto.
            Os seus poemas conseguem ler o meu interior, “Impossível”; “Doce certeza”; “A nossa casa”; A tua voz de Primavera”; “Se tu viesses Ver-me”, palavra a palavra descrevem como me sinto tantas vezes, a solidão, o poder do verdadeiro amor, a saudade de um amor.
            Também adoro Camilo Castelo Branco com o seu belo trabalho “Amor de Perdição”.
            A depressão que passou por ele devido a um problema de saúde, a dor e o suicídio. Tudo isso faz parte da minha escrita, pois a depressão e tudo o que ela trouxe para a minha vida fizeram de mim o que sou hoje.
            A busca incansável pela felicidade que o autor retrata em “Amor de Perdição” e o sofrimento que têm que passar para que o amor tudo supere. Revejo muitas vezes o que escrevo nesses sentimentos, pois o amor e o sofrimento são das coisas que mais escrevo.
            É o primeiro livro e agora que vejo que este foi possível, espero que venham muitos mais, pois a escrita move a minha vida, o meu coração.

            Conta-nos um pouco sobre o seu livro? É o seu primeiro, correto? Descreva sua experiência.

            Este sonho está a concretizar-se e é mais uma prova de que tudo na vida é possível, desde que lutemos por tal.
            Não foi fácil, aliás nunca pensei conseguir fazê-lo, pois às vezes duvido das  minhas capacidades, mas quando temos pessoas ao nosso lado que nos dão incentivo, que nos edificam, que nos mostram o nosso valor, que sempre estão lá para nós mesmo quando menos merecemos, tudo se torna tão mais fácil.
            A minha irmã Letícia Brito que nunca desistiu de mim e que me ajudou e apoiou em todo este processo e também o meu marido Fernando Barbosa que nunca desistiu de mim, que sempre me deu o seu abraço e sem o qual o livro não seria possível, eles são a força deste livro e a maior fonte de inspiração.
            Um livro não é só escrever, ele tem que conter alma e fazer sentido e isso é um processo que requer trabalho e dedicação e espero que todo este empenho e amor que coloquei em cada página faça a vida de quem o irá ler mais feliz.

            Qual o recado que você manda para seus novos leitores vindos do Brasil?

            Termino dizendo que amem muito, o amor é a base de tudo e mesmo que pareça impossível, tudo nessa vida depende da esperança, fé e força que colocamos em tudo o que fazemos, por isso, hoje a lágrima pode cair, mas amanhã o sorriso pode surgir, então jamais desistam porque tal não é opção. Por mais difícil que esteja, ergam-se sempre e acreditem que temos mais força em nós do que às vezes parece.
            Um beijo enorme e sejam felizes!

Galera, espero que vocês tenham gostado a entrevista, e se querem conhecer mais do trabalho dela, segue o link de sua página Oficial:


Abraço e até mais o/



Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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