Somos todos decoradores | Resenha

Olá, queridos leitores, autores, amigos e turistas. Sejam bem vindos!

  Meu nome é Iago Victor, um dos autores aqui da Fixação Literária.

Hoje eu trago em nosso blog um dos livros mais divertidos que li durante o mês de Abril e que tenho certeza que irá também cativar vocês. Conheçam o maravilhoso trabalho da:

Cinthia Liberatori
SOMOS TODOS DECORADORES
O dia a dia de uma arquiteta

  Pois bem, antes de mais nada eu gostaria de informar que se você ainda não nos segue no Facebook, clica no painel do seu lado esquerdo (para desktop) ou no fim da página (mobile) e fique por dentro das novidades <3

  Agora, tratando especificamente do livro, inicialmente eu gosto de apresentar a contextualização que as editoras oferecem a respeito do livro para, em seguida, eu tecer meus comentários. Vamos então à contextualização da editora:

"Com 25 anos de carreira, a arquiteta Cinthia Liberatori resolveu se jogar no mundo dos livros. Conhecida pelo estilo contemporâneo e atemporal de seus projetos, a arquiteta decidiu contar um pouco da sua vivência no mundo da decoração.
De forma sincera e descontraída, as crônicas relatam experiências reais, tanto com clientes, como fornecedores, lojas, entre outros. A arquiteta acredita que o livro pode agradar vários públicos: “Quem compra móveis para sua casa, quem gosta de decoração, quem quer conhecer como são os bastidores...”, explica ela. E a informação não fica de lado. Ao final de cada crônica, Cinthia destaca alguma curiosidade sobre o tema, enriquecendo o conhecimento do leitor. De fácil leitura e com uma narrativa fluida, a autora faz com que o leitor se imagine em cada cena e, porque não dizer, até se identifique com as situações.
Cinthia também conta algumas das dificuldades da profissão, deixando claro que, ao contrário do que muitos podem pensar, a vida dos arquitetos e decoradores não é lá tão glamorosa assim. Sem deixar de lado a sinceridade e a leveza do texto.
Segundo Maria Helena Pugliesi, jornalista especializada em arquitetura e decoração, que assina o prefácio: “longe de um roteiro de autoajuda, a leitura desses relatos saborosos e despretensiosos tem ingredientes que agradam a todos, tanto quem já está na área, que certamente irá se identificar, quanto os que pretendem entrar nela, pois descobrirão de um jeito divertido os pepinos que terão pela frente. Quem já contratou alguém para construir, reformar ou decorar também vai rir, talvez até de si mesmo, por se ver retratado em algumas das peripécias da Cinthia”.
   Um dos relatos icônicos no livro é seu encontro casual com um embaixador... em trajes de ginástica ou ainda o caso do pintor que, nas horas vagas, era cantor. Ou seria o contrário?! É ler para saber!"
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Agora que você já conhece um pouco do livro, apresento a minha crítica:
  Inicialmente, por jamais ter lido sobre o assunto e por entender tão menos de arquitetura/decoração, imaginei que iria estranhar o contato com o livro, mas ao contrário, essa falta de um embasamento crítico prévio permitiu que eu me aproximasse da história sem qualquer expectativa moldada, o que impulsionou meu desejo pela leitura das crônicas.
  Percebi ao longo da história que as crônicas tinham em si mais do que apenas uma informação cotidiana narrada com um toque de cômico. As histórias mostravam algo real, não a ideia de real que os autores de crônica geralmente criam, ao elaborarem contextos tão comuns que transbordam os limites do fictício. Nisso a Cinthia se sobressaiu dentre a maioria dos cronistas com que eu já tive contato.
  A linha narrativa é própria da crônica, a estética textual é ainda elegante e bem evoluída, permitindo que você leia o livro todo num salto porque é uma leitura prazerosa, que flui e que te diverte.
  Das histórias que mais gostei, classificaria a do engenheiro que se recusou a instalar um bidê; a própria crônica que dá nome ao livro e a das roupas de ginástica com o embaixador. Seriam essas as minhas favoritas, sem dúvida.
  As ilustrações encaixam-se perfeitamente com o que é narrado, outra característica que torna o livro atraente, além da vasta amplitude de conselhos que a autora dá a respeito de decoração e moda, que até mesmo um leigo no ramo (vulgo eu) consegue compreender. Sem dúvida, é um livro que te permite observar a partir de uma perspectiva profissional os obstáculos que existem no ramo da decoração.
  O mais interessante disso tudo é que o livro serve como um parâmetro para quem quer trabalhar nesse ramo, seja na arquitetura ou seja na decoração, pois a autora mostra o dia a dia dessa profissão de forma contagiante e estimulante, deixando claro sempre as dificuldades que existem nesse meio. A crítica que ela faz às pessoas que mesmo sem estudar acreditam ser especialistas em assuntos determinados é brilhante, e eu ainda complemento: essa crítica transcende a decoração e a arquitetura. Ela atinge todas as profissões.
  Por fim, a autora ainda trata da relação entre profissão e família, mãe e filha, cliente e contratado, decorador e assistente, enfim, é uma mistura de tantas posições hierárquicas que faz você se maravilhar com as combinações possíveis e rir com a saia justa em que a autora se encontra diversas vezes.
  Embora eu não conheça a autora, senti-me bem próximo dela durante a leitura, e seria de fato um prazer conhecer a autora de tão bela narrativa.
  Recomendo fortemente esse livro que, na minha singela opinião, possui um único defeito: não ser mais longo ;)
Galera, essa foi a resenha de hoje, espero que vocês tenham gostado e claro, se quiserem saber mais sobre a autora, recomendo seu site e seu instagram oficial:
@cinthialiberatorinteriores
#somostodosdecoradores <3

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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