Oníria | Resenha

Fala minha galera! Eu sou Iago Victor e trago aqui para vocês mais uma resenha de um livro maravilhoso da Chiado Editora. Se você gosta de poesia em versos eu sei que você certamente irá se apaixonar por esse livro! Conheça agora o trabalho da:

Joana Santos Silva
Oníria

   Inicialmente gostaria de falar um pouco sobre o nome do livro. Oníria, originado do sânscrito, pode ser traduzido como algo relacionado aos sonhos, uma pessoa capaz de interpretar e/ou manipular sonhos. Por se tratar de um livro de poesia, não encontraria uma nomenclatura mais adequada do que essa. Além disso, o que dizer da capa que já transmite a relação entre poesia e sonho com um apanhador de sonhos tão lindo desses? Simplesmente fantástico.

   Quando comecei a ler a poesia de Joana eu me senti lendo a alma de uma pessoa que escreve a partir de si. Não tive outra reação se não me emocionar com cada palavra escrita nos poemas doces e amargos da autora que, embora ainda não conhecesse, passei a admirar muito. Ao fazer resenhas de livros de poesias eu tenho o cuidado de não tentar resumir todos os textos através de palavras simplórias, até mesmo porque não seria possível!

   Entenda: Um livro com dez poesias mereceria no mínimo (na descrição de um professor de literatura, que eu sou) um texto para cada poesia, pois é impossível resenhar uma antologia inteira e ser justo com o trabalho cuidadoso que o autor teve ao reunir múltiplas obras. Ao falar de poesia, gosto de pegar textos específicos e apresentar a você, nosso leitor.

   Sou um amante da poesia portuguesa, e considero tanto nomes clássicos (como Camões), como autores contemporâneos que já tive o prazer de ler através da Universidade e da nossa parceria com a Chiado Editora. A Joana é um nome que agora incluo dentro da minha lista de poetas portugueses da minha mesa de cabeceira.

   Dos trechos que trouxe para apresentar para vocês hoje, o primeiro é encontrado no poema Obsessão:

"Porque me perdeste? Sabes a resposta?
Estive sempre ao teu lado, a tudo estava disposta
Até daria a minha vida em lugar da tua
Mas com o cansaço... tudo muda (...)"

   Esse texto me provocou sentimentos intensos e que me fizeram lembrar de momentos da vida de prazer e dor, o verdadeiro ato de experienciar a catarsia dentro da poesia. Não preciso dissertar sobre o texto pois, como percebem, ele já fala por si próprio.
Sobre o segundo trecho, este é do poema Tânato:

"(...) Alma, sem ter troco
Até os bichos te levam corpo
Deixando memórias
De tristezas e vitórias (...)"

   A poesia é uma repleta alusão a Thanatos, a personificação da morte dentro da mitologia grega, irmão de Hipnos, o Deus do Sono. Ao longo do texto, datado de 2003, o autor se dá conta do caminho que os seres vivos fazem em direção ao destino inevitável da morte e o abraço de Thanatos, que na grafia portuguesa se dá como Tânato. Digo isso a partir da minha interpretação e experiência no campo literário, podendo eu estar ou não errado, afinal a interpretação poética é subjetiva e individual.

   De qualquer forma, Joana Santos Silva é uma das excelentes poetisas portuguesas da contemporaneidade. Eu recomendo fortemente a leitura apaixonada e ininterrupta da obra da autora.


Oníria, um livro de poesia para quem ama, quem já amou, ou quem irá amar. Para quem sonhou, sonha ou vai sonhar.

   Se você gostou dessa resenha, não esqueça de compartilhar com seus amigos e de ficar ligado no nosso blog para mais resenhas ;)

Até a próxima.

Sobre Fixação Literária

Fixação LiteráriaSomos jovens escritores que almejam um lugar nesse vasto campo que é o universo literário e termos a chance de acrescentar na amargura do mundo uma gota de criatividade, duas colheres de elegância e uma pitada de imaginação. Créditos imagem - Mell Galli
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